segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

London Calling

"Welcome to London! We hope you had a good travel... blablabla, Ryanair blablabla...yatta, yatta, yatta...  minus two degrees Celsius."

Sim, fui passar o fim de semana em Londres, com a minha fiel escudeira Cecis.
Ao ouvir as palavras acima num sotaque bizarro, meu pensamento foi apenas: "Minus two degre Celsius e eu com essa blusinha ridícula e esse casaco ridículo!"

A viagem em si foi tranqüila. O aviãozinho da Ryanair mais parecia o 332 indo da Unicamp para a rodoviária de Campinas, incluindo o balão da Medicina e o motorista que não conhece freio. Mas tá ótimo, de verdade. Foram apenas 12 eurinhos.

Chegando em London city pegamos o bus para Liverpool St., onde encontramos a Fernanda (filha de uma amiga da minha mãe) que gentilmente nos forneceu um teto para dormimos durante o fim de semana.
Imagine agora uma pessoa muito fofa e agradável. Essa é a Fernanda.
Assim que a encontramos fomos para o pub em que ela estava com alguns amigos. Aí eu te digo que os ingleses são mais loucos que os irlandeses. A balada tem música muito boa (pra quem gosta de balada, que fique claro), mas é absurdamente engraçado ver todo mundo dançando sem coordenação e muito bêbado. Todos. E todas. Divertido, eu admito!

Olha o naipe das pessoas na balada...

No sábado, logo de manhã, fomos ver o Big Ben e o London Eye. Sim, o Big Ben é animal... gigante, lindo e... lindo... e... muito lindo. Mesmo! O London Eye é impressionante, imponente... mas é uma roda gigante. Desculpa, mundo, mas eu achei que o monumento tão famoso é apenas uma roda gigante bem gigante. Lógico que estar lá em cima deve ser demais, mas isso fica para minha lua de mel, depois que eu voltar de Wicklow.

Feito isso, rumamos até a Horse Parade, naquele frio maravilhoso, com ventinho cortando meu lindo rosto redondo. Ok, guardinhas nos cavalos. Bonitinhos! E fim. Nem entramos no museu lá porque tinha que pagar. Mão de vaca mode: on!

O Big Ben!


Depois demos uma rápida passada na Oxford St., a "Avenida Paulista de Londres", pela quantidade de coisas (lojas) e pessoas transitando. Madness!
Direito a um capuccino para esquentar o coração.

E então veio o mais legal do dia: Notting Hill's market (sim, o Notting Hill do filme!)
Uma feirinha demais... só poderia ser mais legal se a gente tivesse dinheiro para gastar. Mas é muito bom, de verdade. Antigüidades, jóias, roupas, lembrancinhas bregas e MUITA COMIDA. E lá encontramos Ana e Vitão, o casal brasileiro-europeu mais legal dos últimos tempos. Passamos na livraria do filme, em que o Hugh Grant encontra a Julia Roberts, mas não vimos os próprios por lá. Pena.

De Notting Hill fomos para China Town, onde tivemos a super sorte de presenciar a utilização das tão famosas cabines telefonicas vermelhas como banheiro público. Oh, my!
Mas vale dizer que a China Town é muito fofa e parece um mundo à parte de Londres... tudo continua lotado, mas mais calmo e mais... chinês. (dã... Jura?)


London Eye e minha cara gorda e branca! :)


Não posso deixar de mencionar que, antes de ir para a China Town nós presenciamos uma manifestação estudantil na Oxford St. O pessoal estava muito bravo porque estão aumentando taxas/impostos dos colégios particulares. Ou algo do tipo. Enfim. Muitos policiais e até helicóptero. Super cena de filme, por assim dizer.

Chegamos em casa morrendo de cansaço e congeladas, fizemos o roteiro pro domingo e entramos num profundo coma de sono. Delicioso.

Domingo de manhã e... SOL! Fizemos o Queen's walk na beira do rio Tâmisa, vimos a London Bridge e fizemos um book de fotos dela, porque mereceu.
Nesse caminho topamos com infinitas pessoas fazendo cooper. Claro, como não? Naquele frio dos infernos, nada melhor do que correr para sentir o vento frio no rosto.
Famintas, procuramos um café que servisse o tradicional English breakfast completo. E foi aí que eu entendi porque tinha tanta gente se exercitando em pleno domingo de manhã congelante.

Totalmene isento de gordura trans: complete English brakfast!


Em seguida fomos "ver" a troca da guarda. Digo "ver" porque esse verbo sem as aspas apenas é possível dentro de duas circunstâncias: ficar no palácio desde as 5 da manhã ou ter 1,90m de altura.
Anyways, foi muito legal! O lugar é lindo, ver os guardinhas é muito divertido e enfim... eu adoro ser uma turista brega e fazer as coisas de turista brega. Pronto, falei.

Lá encontramos dois brazucas (pai e filho) e ficamos papeando uns bons minutos. Nossa raça é mesmo muito simpática!

Visão da troca da guarda pela minha câmera lá no alto, no máximo estiramento do meu braço.

Minha visão da Troca da Guarda. Sim, isso é na altura dos meus olhos. Oi, moço!


Depois disso fomos ver o Museu de História Natural e o Museu de Ciência.
Nota mental: nunca visitar dois museus no mesmo dia! Eu fico impaciente e meus joelhos ficam tristes e carentes.

Fora isso, foi legal. O de História Natural não é tanto my cup of tea, porque bichinhos empalhados podem ser meio monótonos (alguns assustadores) e eu não tenho muita paciência. Claro, ver uma ema gigante é legal, uma águia lindona é legal... mas um tucano com bico falso é bobeira. Enfim. O prédio é maravilhoso e os fósseis são impressionantes, mas eu admito que o Ross Geller ficaria muito mais feliz que eu.
De qualquer forma, recomendo a visita só pela visão do castelo. Demais mesmo!

O Museu de Ciência é MUITO LEGAL! Os engenheiros que o digam. Desde carros antigos e os primeiros motores construídos até satélites, aviões, navios... e muito mais! Tanto mais que nem conseguimos ver tudo. Eu acho.

Os dois têm entrada franca, então... foi lindo, nesse sentido!

Por fim, voltamos para casa da Fer fazendo um caminho maluco, de forma que passássemos em frente ao Globe Theatre (do Shakespeare) - só para dar uma olhadinha na fachada, afinal, já estava fechado e a gente não teria dinheiro e nem tempo para entrar mesmo - bem como fizemos com a St. Paul's Cathedral.

Chegando na casa da Fer, jantamos e dormimos até cerca de 22:30h. Arrumamos nossas coisas, pegamos o metrô e o buzão para o aeroporto, onde passamos a noite. E chegamos hoje cedinho, safe and sound, na gloriosa e muito mais alegre, Dublin!

Se eu tivesse que definir Londres em uma palavra, seria rush. Tudo acontece muito rápido por lá. De verdade! Mas é uma cidade linda!
Sim, as pessoas dão informações com má vontade, especialmente aquelas que trabalham nas ilhas de informações para turistas. Juro. Mas eu já estava psicologicamente preparada para isso.

Ademais, o sistema de metrô deles é incrível. APENAS 13 linhas. Palmas para o(s) engenheiro(s) de trânsito!
Seria perfeito se todas as 13 linhas funcionassem normalmente aos domingos, algo que não acontece e zoa todo o esquema dos turistas, que precisam fazer quatrocentas baldeações inesperadas. Mas tudo é muitíssimo bem sinalizado, então está perdoado.

E... ufa! Chega!
Agora preciso viajar para lá de novo para terminar de conhecer a cidade. ;)

Se alguém chegou a ler esse post todo até o fim, levanta a mão!

2 comentários:

  1. Ah!!!!!Eu adorei seu relato. Voces fizeram muuuita coisa em tão pouco tempo. Acredito que tenha diminuido alguns gramas na balança!!
    Saudades!!

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