segunda-feira, 28 de março de 2011

Mesmo que Mude

(Bidê ou Balde)

Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão

Mas espera que ele ligue a qualquer hora

Só pra conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone

Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou


É assim que funciona, não?!

sábado, 19 de março de 2011

O Poder Tiozificador

Sabe quando você sente que mudou uma pessoa para pior? Que a deixou mais desanimada? Mais inibida?
Não?
Ah, pois eu sinto isso e já senti outras vezes. A impressão de que tiozifiquei algumas pessoas na minha vida. Aquelas com as quais eu me relacionei mais profunda e intimamente.
Triste, né?!
Não, nem isso. Acho que é mais revoltante do que triste. Sentir que a sua presença não permitia a "curtição", que você empacava a parte legal de sair com os amigos e dar risada.

Mas enfim. Acontece.
Fica a dica: cuidado comigo, porque eu posso te transformar em alguém que vai achar supimpa usar um Rider antigão.

Uma graça.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Back to the Banana's Land

Voltar não foi fácil, mas não poderia ser diferente.
É, depois de Paris ainda dormimos no aeroporto de Dublin, pegamos nossas malas na casa da Sandra (que nos recebeu muito bem, claro!) e curtimos 14 horas de vôo com conexão em Madrid.

Ah, Madrid! Sim, nós ficamos 5 horas por lá em nossa conexão e... demos uma voltinha pela cidade, com certeza! Não deu pra ter impressão quase que nenhuma de lá, mas o palácio real é muito bonito, de verdade! E eu não entendi o que raios é a Puerta del Sol... mas eu vi. E tiramos fotos, ainda por cima.

Anyways... podemos dizer que tudo foi aproveitado até o último instante. Até a compra no Free Shop do Brasil, desesperadas para gastar todos os centavos de Euro e não perder nenhum dinheiro em conversões, foi divertida!

E agora eu posso dizer que sou uma pessoa "viajada" (sem trocadalhos).
Não, eu não voltei mais culta, mais esperta, mais inteligente, mais cool. Muito menos mais bonita.
Não tive uma super transformação como a Alanis na Índia, mas sou grata à Europa por ter me ensinado a usar um mapa, a falar com estranhos, a olhar os dois lados da rua antes de atravessar e a sorrir mesmo quando o corpo dói e você não sabe que caminho seguir.
Sou grata por ter entendido que passar frio é realmente um tormento e eu nem senti tanto frio assim.
Sou grata porque lá eu entendi que o Brasil não é o melhor, mas não é o pior e que, pelo tamanho dele, poderia ser muito mais caótico.

Eu aprendi a sair da bolha. A me expressar e entender as expressões dos outros.

Aprendi que meu problemões são probleminhas, mas são meus, e isso é o que importa. Aprendi que só gostar às vezes não é o suficiente.
Aprendi que eu ainda sei ser sociável e sei me relacionar com pessoas ("dom" que eu pensei ter perdido ao longo dos anos convivendo com as mesmas pessoas...).

Aprendi que uma grande amizade é foda e que a saudade, em falta ou excesso, diz muita coisa.

Eu aprendi que no fundo é todo mundo igual mesmo e que, pra se ter empatia com alguém, basta ter uma coisa mínima em comum e um grande sorriso no rosto.

Au Revoir!

No sábado o dia amanheceu péssimo, com muita chuva. Mas não tem como perder, não é mesmo?
Depois do petit déjeuner nós fomos até a Basílica de Sacré Coeur (sim, onde foi gravado Amélie!). Muito bonita, e o lugar onde ela fica é muito bonito também. Depois de lá fomos até o ponto onde deveríamos pegar o ônibus de volta para o aeroporto para comprar nossas passagens e evitar correrias de última hora.

Ensopadas, ainda insistimos nos passeios e fomos até o cemitério da cidade dar um salve ao Jim Morrison, Oscar Wilde e Chopin. Nesse momento o clima até melhororu e parou de chover. Acho que o foi o Jim retribuindo a visita.

Depois fomos até um parque (cujo nome eu, sinceramente, não me lembro) todo fake, mas muito bonito mesmo assim. Em seguida paramos para um cafezinho (mentira, a gente só comeu!) num dos cafés próximos ao hostel, onde resgatamos nossas mochilas mais tarde e seguimos para o aeroporto.

E acabou. Muito rápido. Escrevendo isso aqui eu percebo o quão rápido foi e me dá uma tristeza só de pensar que parece que não me lembro tão bem de tudo o que vi.

Paris

Chegando em Paris pegamos um buzão até o centro da cidade e de lá fomos para o hostel by táxi. Nesse meio tempo rolou de tentar pegar o metrô, mas além de não fazer idéia de onde raios deveríamos descer para ir até o hostel, a porcaria da máquina de tickets quebrou, a mocinha não conseguia consertar, já era 23:30h e o metrô funcionava até 00:15h... logo...

O hostel é bonitinho e tinha internet (LENTA!) relativamente barata, o que permitiu um grito de vida para o Brasil, acalentando os corações das mães preocupadas.

Na sexta-feira já acordamos com um café da manhã show de bola... croissants sensacionais! Comemos (muito) e saímos em busca do primeiro monumento: La Tour Eiffel.

Podem dizer o que for: que é um símbolo fálico, que os franceses são frescos, que a torre é inútil, blablabla... ela é linda. E a vista lá de cima é sensacional. E eu poderia ficar ainda mais tempo passeando por lá se as filas para o elevador não fossem tão irritantes!!!

Da Torre fomos para o Arco do Triunfo. É enorme. Não, não do jeito que parece quando se lê... é ENORME! E muito bonito, claro.
De lá, descemos a Champs Élysees, chegamos no La Concorde, vimos o Louvre (só por fora dessa vez) e decidimos ver a Notre Dame logo. Como nosso padrão de catedral estava bem alto... bom, não. O padrão do Vaticano não interferiu em nada, porque a Notre Dame é extremamente diferente e os arcos góticos são inexplicáveis.
Exautas, porém perseverantes, aproveitamos que o Louvre fica aberto até mais tarde às sextas-feiras e voltamos pra lá. Sim, eu vi a Monalisa! Muito feia! Mas eu vi! E a Vênus de Milo e mais um monte de estátuas e quadros lindos, mas isso deve ter totalizado cerca de 3% do museu. Basicamente, pegamos o mapa do Louvre e vimos as obras indicadas, por serem mais fáceis de achar e por serem, obviamente, as que mais interessavam turisticamente falando.

Acho que nesse dia a gente andou uns 20 Km. Se não mais. Eu já nem sabia qual parte das minhas pernas tinha originado a dor que eu estava sentindo. Mas não importava. Eu estava em Paris e eu tinha comido crepe de Nuttela. Com banana (para evitar a cãimbra, lógico!).

Depois do rolezinho culto, caminhas pela Champs Élysees novamente, pra ter o prazer de ver tudo iluminado e mais bonito. Em seguida vimos La Tour novamente, que estava ainda melhor, toda iluminada, deixando o Champs de Mars mais bonito.

Ainda fomos até o Moulin Rouge e comemos creme "brulê". Divino. Fantastique. E nem tem chocolate. Incrível, não!?

Finalmente, voltamos ao hostel. Tentei falar com a minha mãe pelo telefone de lá mas as moedinhas foram engolidas sem validar os créditos, o que me deu cerca de um minuto para dizer "Oi, tudo bem? Eu estou bem!". Mas vale a intenção, certo?!

Vaticano

É, mesmo depois de tanto tempo eu ainda não desisti de contar sobre a viagem rápida pela Europa, embora eu tenha tido vontade de escrever sobre muitas coisas que não têm nada a ver com viagem, muito menos Europa.

O segundo dia de Roma foi todo Vaticano. Sinceramente? Não tem como explicar, as fotos não mostram exatamente o que se vê e, se alguém perguntar como é, simplesmente vai ter de ir até lá pra tirar as próprias conclusões. A Basílica de São Pedro é absurdamente grande e linda e indescritível. Os objetos do Vaticano lá dentro são absurdamente luxuosos e ostensivos (não era pra ser pecado?) e eu nunca vi tanto ouro e pedras preciosas na minha frente como lá. O Museu do Vaticano é gigantesco e a Capela Sistina é... linda. Muito linda. Mas "A Criação" acaba sendo só mais uma estrela no céu. Não que não seja demais, mas é mais uma. Ali no meio, quase escondida, bem tímida. Mais uma dentre tantas coisas maravilhosas que se vê na Capela e no caminho até ela.

Uma pena que tivemos pouco tempo (não, quase um dia não é o suficiente pra curtir o Vaticano!) para ver tanta coisa. Ainda bem que pudemos curtir um spaghetti sensacional antes de ir para o aeroporto.
E finito. Itália é sensacional e eu quero voltar. Eu preciso voltar. =)

Pegamos o vôo para Paris no fim do dia e chegamos na Cidade Luz em torno de 22h. Cansadas, em um hostel próximo à Sacre-Creour e absurdamente feliz. Ah, sim... e cansadas! Bem cansadas!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Roma!

Benvenuti a Roma!

Sendo bem sincera, Roma começou meio mal... chegamos lá à noite e, logo no primeiro trem que precisávamos pegar para chegar até um lugar mais próximo ao hotel, encontramos um grande problema: a venda de tickets só estava acontecendo através das máquinas, que não aceitavam cash e, por sua vez, não estavam lendo cartões de crédito nem de débito.
Beleza. Depois de infinitas tentativas em vão, viajamos na ilegalidade mesmo, com mais um bando de pessoas que tinha chegado àquela hora e se encontrava na mesma situação. Sem pudores, sem fiscais. Tudo certo.

Depois dessa viagem econômica de trem, pegamos um táxi até o hotel, que por sinal era muito bom.

Fizemos nosso roteiro da seguinte maneira: primeiro dia, Coliseu e afins e, segundo dia, Vaticano. Pois bem. Acordamos cedo e logo fomos em busca de uma lan house, a fim de realizar nossa alteração de matrícula na maravilhosa DAC, sistema da maravilhosa Unicamp. Mesmo sabendo que o prazo era até o dia anterior, a gente ainda resolveu tentar e ver se, por acaso, não dávamos "sorte de ter anotado o dia errado". Ah, claro... em Veneza bem tentamos encontrar internet, mas foi impo$$ível e depositamos nossa fé no aeroporto de lá... este, por sua vez, parecia a rodoviária de Leme e não tinha NADA do tipo lan house. Logo... a gente tinha que tentar em Roma mesmo. Além do mais, eu precisava dar sinal de vida para a família brasileira.

Andanças à parte, pegamos informação com um senhor italiano muito gente boa numa padaria e encontramos uma lan nojenta, de uns indianos nojentos e limitados.
Percebemos que teríamos sérios problemas com a matrícula perdida mas pelo menos demos um "olá" para mamãe, papai e pessoas que utilizam Facebook...

Depois, metrô. "Vamos descer na estação "Colosseo" porque com certeza é muito perto do Coliseu. Olha aqui no mapa. Super perto!".
É, bem perto. QUASE DENTRO DA ARENA! Juro que levei um susto ao sair do metrô e dar de cara com o Coliseu do outro lado da rua. A fila eterna valeu a pena, com toda a certeza, mas infelizmente não é possível descrever o Coliseu. É algo que deve ser visitado. Gigante, desmoronado e lindo. Bem lindo.

A próxima parada foi o Foro Romano, principal centro comercial de Roma Imperial. É demais, sério mesmo, mas não se deixe enganar pela fila enorme para ver a casa de Augusto. Não vale a pena quase morrer de inanição para uma visita pequena e boba como aquela. Sim, eu sou inculta e achei aquilo superestimado!

Anyways... em seguida, presenciamos um guardinha correndo atrás de vendedores ambulantes em frente ao Coliseu. Uma coisa meio "arrastão na 25 de março". Foi aí que eu pensei que Roma se parecia mesmo com São Paulo...

Comemos uma pizza em frente ao Coliseu (mesmo sabendo que não era um lugar típico muito menos uma pizza típica italiana) porque estávamos morrendo de fome e não fazíamos idéia de onde almoçar na região. Aqui é o momento de registrar as sábias palavras de Cecília: "O que importa a comida? Pelo menos você tá comendo porcaria mas tá vendo o Coliseu. O Coliseu, mano!"

Depois disso, fomos até a Fontana de Trevi. Esse trajeto todo teve gelatto, risadas, homens italianos falando com mão de coxinha, momentos perdidos mesmo com o mapa da cidade em mãos...
... e, chegando na Fontana de Trevi, eu não queria mais sair de lá. Porque é maravilhoso. Roma estava cada vez mandando melhor, porque cada coisa que víamos era linda e mais linda e mais linda. Fizemos um pedido cada uma, jogamos a moedinha por cima do ombro, de costas para a fonte e estamos esperando tudo se realizar.
Antes de ir embora para o hotel, visitamos a Piazza del Popolo, que parecia enorme e linda no mapa mas que foi tosca e... EM REFORMA. Sim, o inverno é onde tudo acontece na Europa. Dublin tinha mil obras, o Big Ben estava em obras lá em Londres, a basílica de São Marco estava em reforma em Veneza e... bom, Roma não poderia ser diferente.

Antes de ir para o hotel, curtimos mais uma internet na lan house suja e ainda passamos no mercado para comprar o jantar de baguete e salaminho. And than I just slept like a log...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Venezia

Chegamos em Veneza na segunda-feira (21) à noite. Não precisamos apresentar passaporte no aeroporto nem nada. Ou seja, você chega chegando lá na Itália, não importa o motivo pelo qual está lá e por quanto tempo ficará lá... fica a dica!

Pegamos um ônibus do pseudo-aeroporto até o terminal, onde adquirimos um mapa da cidade e pegamos o water bus para andar pelo rio até o local mais próximo ao hotel. Chegando no dito cujo, a surpresa... o hotel era todo lindo e todo... para casais apaixonados. Tudo romântico (erótico?), inclusive o box do chuveiro transparente e sem porta nem cortina de acesso, ou seja, da cama você enxergava o box. Medo!
Certeza que o recepcionista achou que eu e a Cecília éramos um casal gay. Enfim. A situação do quarto gerou belos 10 minutos de risadas e depois de deixar as mochilas fomos dar uma voltinha por Venezia.

Assim que chegamos, antes de encontrar o hotel, haviam ainda muitas barraquinhas na rua, muitas luzes e muita gente andando por lá. Quando saímos do hotel as barraquinhas já haviam desaparecido, mas ainda tinha muita gente nas ruas e, especialmente, nos restaurantes.
Vale dizer que as máscaras de Veneza são maravilhosas. Sensacionais. E eu só não comprei uma porque não caberia na minha mochila. Ossos do ofício.

Veneza é toda becos e ruelas, o que dá um ar spooky pra cidade, mas que é muito charmoso e divertido.

Bella Venezia!

Exaustas, demos uma volta pequena e já retornamos ao hotel para tomar banho (uma ficava de castigo, virada pro canto, enquanto a outra utilizava o chuveiro sexy) e dormir.
Na terça de manhã, o café-da-manhã do hotel era demais. Viva a Nuttela, viva o capuccino!
Com a barriga cheia, fomos em busca da Piazza de San Marco para visitar a Basílica, que é linda. Muito linda. E enorme! Esse conceito de "enorme"  mudou depois de conhecermos o Vaticano, mas isso só aconteceu nos dias posteriores. Até então, a Basílica de San Marco era a maior que eu já tinha visto.
Palazzo Ducalle, Piazza... almoço e gelatto! Depois andamos muito pela cidade, paramos em muitas lojinhas, nos perdemos em muitos becos. No fim do dia, resgatamos as mochilas no hotel romântico e fomos para o aeroporto, rumo à Roma! No caminho, encontramos adoráveis pracinhas e fizemos uma parada num mercadinho, pra explorar preços e variedades de comida. Afinal, somos engenheiras de aliementos... Ah-há.

Basílica de San Marco e Palazzo Ducale.


Veneza é encantadora. Claro, não faz sentido passar uma semana lá para conhecer a cidade porque é possível se ver muito dela em apenas um dia, mas eu voltaria lá com muito prazer.
Analisando criticamente, é um lugar velho, sujo e o rio cheira mal... mas é extremamente diferente de tudo o que vemos por aí (e por aqui) e é encantador. A atmosfera é feliz, as pessoas são felizes, a comida é boa. É agradável. A Itália começou mandando muito bem nas primeiras impressões pra mim. Em um dia eu já queria ficar mais tempo na terra dos Genaro e Arduini...


Na beira do rio...

Dia 2 em Francoforte do Meno

Post totalmente fora de época, escrito diretamente do Brasil, mas eu simplesmente não posso deixar de registrar aqui o que aconteceu nessa uma semana de viagem pela Europa, simplesmente porque não quero "perder" na memória nada do que aconteceu (e também porque eu sou nerd e super acho legal escrever em blog...).

O primeiro dia em Frankfurt terminou da seguinte forma: um rolê absurdo pela cidade em busca de um bar ou pub ou algo do gênero, que resultou em nothing found... e no fim acabamos comendo a promoção do Burger King quando já era uma e tantas da manhã...
Puxa vida, você está na Alemanha e vai jantar no Burger King?
Sim! Era o único local aberto, com um preço pra lá de acessível que certamente iria saciar a fome. Ademais, o serviço é rápido, tem lugar para sentar, é quentinho e ainda tem banheiro. Isso explica o sucesso dos fast-foods... eles são extremamente eficientes e convenientes. E eu só me dei contar disso em FRA.

Voltando ao hotel tivemos o prazer de degustar um vinho branco trazido diretamente de Desdenheim pelo Thomas. Chato e ruim. Se eu pudesse trazia umas 10 garrafas para o Brasil.

O dia dois começou com um café da manhã sensacional: pretzel, croissant de chocolate e capuccino. Tudo isso numa padaria muito deliciosa, com atendimento bom e por um preço igualmente bom!

Em seguida, fomos à pracinha, vimos a igreja e a prefeitura e depois fomos ao museu do Goethe. Almoçamos salsichão e vagamos mais um pouco sem rumo, visto que a cidade não é muito turística. Visitar FRA é como visitar São Paulo. 

Fomos até a Main Tower, que tem uma linda vista panorâmica da cidade (linda, apesar do fog!!!) e ainda vimos a Ópera, que é muito bonita por fora mas que, infelizmente, não pudemos ver por dentro.

Panorâmica da Main Tower!


Depois o dia se resumiu em frio e despedida dos meninos, mas não sem antes comer berliner com o Pedro (um doce que é como se fosse um sonho, mas sem o creme branco melequento) e tomar uma cerveja deliciosa com o Thomas.

Na segunda-feira pela manhã saí sozinha pela cidade em busca de algum souvenir. A Cecília ficou no hotel porque não passou muito bem durante a noite e preferiu fazer o late check-out. Minha andada foi meio inútil, mas foi gostoso... ver a cidade, conversar com algumas pessoas e tomar café acompanhado de pretzel olhando a rua.

Na hora do almoço, rumamos para o aeroporto e, chegando lá, nosso vôo não estava no board. Perguntamos para a moça do balcão de informações onde seria nosso embarque (afinal, o MAIOR AEROPORTO DA EUROPA tem quinhentos terminais e provavelmente estávamos no terminal errado...) mas então descobrimos: FRA tem outro aeroporto, que se encontra a 115 Km do principal. O ônibus de um a outro demora cerca de uma hora e meia e o próximo sairia dali 35 minutos, devido ao horário de inverno. Como tínhamos exatamente duas horas até que nosso portão de embarque fechasse... bem, não daria tempo. O táxi sairia por 170 euros e... não tínhamos opção, porque o atraso para chegar em Veneza prejudicaria a viagem para Roma, sem contar que o próximo vôo para Veneza certamente seria dez vezes o preço que pagamos, logo... ficaria mais ou menos a mesma coisa do que gastar com o táxi!
Conversamos com um taxista gente boa que fechou a corrida por 150 euros para nós e curtimos uma viagenzinha a 180 Km/h até o aeroporto correto.

Burradas à parte, foi bom para que ficássemos atentas com desembarques e embarques para os outros aeroportos em Veneza, Roma e Paris. E assim fomos embora de Francoforte do Meno, uma cidade extremamente arrumada, moderna e pouco turística, mas que proporcionou um encontro sensacional entre quatro amigos e deu um gostinho de falar que eu senti o vento absurdamente frio da Alemanha no meu rosto sardento.

Shinny happy people.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Frankfurt

Hey, ho!
Saímos de Dublin às 7h e 10h e pouco chegamos no PEQUENO aeroporto de Frankfurt. Felizmente já fomos recepcionadas pelo nosso amigo Thomas, ou seja, já começamos a viagem despreocupadas em entender alemão e tentar decifrar as placas do aeroporto.

Algumas escadas rolantes e um trem depois do encontro do melhor time de Refrigeração de todos os tempos, chegamos na estação principal e encontramos o Pedro! Aí, sim... dois homens falando alemão e duas brasileiras falando português. Tudo certo. Até curti uma Coca Zero em embalagem retornável para comemorar.

Primeira impressão da cidade: arquitetura muito moderna e diferente, ligeiramente mais limpa que Dublin, pessoas muito simpáticas e muito fog... mas um frio suportável, embora intenso.

Peregrinamos por cerca de uma hora e meia e finalmente paramos para comer um düner, vulgo, kebab. Vulgo, "churrasquinho grego no estilo alemão". BOM, HEIN?!

Depois andamos mais um tempo sem rumo e, convencidos pela falta de rumo e pela enxaqueca da Cecília, chegamos ao hotel via táxi. Durante o check-in descobrimos que estava impossível de chegar ao hotel seguindo o mapa que compramos porque estão fazendo um túnel e novas ruas pela região e os mapas do centro turístico estão desatualizados. Ah-há.

Com o mapa atualizado em mãos, marcamos o roteiro de amanhã e vamos curtir uma janta esperta. Certamente gorda. Mas isso não pode vir ao caso até que eu volte para o Brasil. Já sei que meu Carnaval vai ser um inferno brigando com biquínis e o espelho, mas me ensinaram que, quando você está viajando abroad, é necessário relevar algumas coisas, como sua beleza física.

No mais, meu celular quebrou de vez. Agora o "touch" da tela não funciona, logo, não consigo ligar, receber ligações, ler mensagens nem escrever mensagens. Uma belezinha. Ainda bem que amanhã é domingo e não vai ter nenhuma loja aberta para que eu compre um celular por 10 euros.

No more Dublin

Acabou a Irlanda e começou a viagem mega rápida pela Europa...

Os últimos dias em Dublin foram bem legais pelo fato de que na quinta-feira fomos com um pessoal da escola no Porter House, um pub que produz a própria cerveja. Muito bom e muito divertido, com pessoas que se tornaram muito queridas nesse tempo longe de casa. Pessoas que não são meus melhores amigos mas que, certamente, se mostraram especiais por algum motivo, seja ele cumplicidade, química ou simplesmente simpatia no primeiro olhar. Pessoas que não conheço a fundo, mas que merecem um post dizendo "obrigada e até mais!". =)


Ontem à noite, a Sandra e o David levaram a gente em um pub em Donabate. Curti minhas duas últimas Guiness em território de leprechauns e depois curti mais 4 horas de sono até pegar o táxi para o aeroporto, rumo a Frankfurt. Mas a Alemanha fica em outro post!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Next station: Connolly Station

"Trade here for LUAS, DART, night bus and city centre services."


Juro que vou sentir muita falta dessas palavras nas próximas semanas.


Ter ido comprar lembrancinhas ontem de manhã fez com que a gente sentisse aquela coisa esquisita de que realmente estamos quase indo embora. Ter ido pela última vez na Dicey's (pints por dois euros, nunca mais...) e ter ouvido de pessoas muito legais que vamos fazer falta fez com que essa coisa esquisita ficasse muito maior.


Too sexy for my shirt. Última Dicey's! 




Engraçado que eu nunca tive a sensação de não querer vir para a Europa (um super medo ou whatever) e não tenho agora a sensação de querer voltar. Claro, sinto falta de coisas e pessoas, mas eu ficaria numa boa por mais tempo nessa vida boba e sem compromisso.
Tudo isso indica que um post melancolia virá num momento breve. Provavelmente quando eu voltar a curtir os 35°C na terra das bananas. Mas isso é assunto para daqui uns 15 dias...


Max e Chelo!




Souvenires comprados, mas é aquela coisa... você tenta lembrar de todo mundo, quer levar coisas super bacanas, abre a planilha de gastos no Excel e pensa que tem mais uma semana peregrinando por vários hostels em cidades européias... então vai na cestinha de compras e troca uma porção de itens por tamanhos menores ou coisas que, se compradas juntas, têm desconto. Mas o importante é que todo mundo foi lembrado. Nós somos duas gracinhas.




Post ao som de Alanis, Head Over Feet. Fazia tempo que o random mode não escolhia essa...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Valentine's Day

Hoje é dia de São Valentino!


Tão comercial quanto no Brasil: tudo fica em promoção, os restaurantes fazem mil e um menus especiais e há uns mocinhos na rua distribuindo rosas e pirulitos/bombons para as mulheres que passam. Ou seja, um dia bobo, como no Brasil. Tem coisa que não muda em lugar nenhum do mundo, não tem jeito. Mas enfim... é bom, movimenta a economia.


Nesse dia tão romântico, eu e Cecis fomos até o Phoenix Park, aproveitando o sol absurdo que resolveu fazer durante a tarde. Por sinal, reparamos que os dias estão ficando mais longos e deixando de escurecer às 16h.


O lugar é gigantesco e bastante bonito, mas realmente só deve ser legal assim em dias como hoje. Inevitavelmente, com a chuva só o que se pode ver é uma paisagem cinzenta. E digo isso com muita certeza. Cecis e eu tivemos muita sorte com o clima até agora, isso é fato! (mas como estou escrevendo aqui, Murphy vai ler e...)




Nossa viagem romântica, que já teve maravilhosas paisagens em Wicklow, Howth, Donabate e Connemara só fica melhor, afinal... daqui a uma semana estaremos em Veneza! \o


Piadinhas à parte, o dia foi muito bom. Até comi croissant de chocolate por 69 cents sem pensar (por 10 segundos) em como estou gordinha. Ah-há!




Amanhã é a última vez que iremos até a Dicey's. Oh, não! Será que é ser muito coração de pedra não querer voltar? A vida de comer e beber é muito fácil e viciante. Dá até raiva.

Galway

Fim de semana em Galway, interior da Irlanda! Segue a saga resumida, para que fique registrado em minha memória cada detalhe do último fim de semana nesse país verde.


Dia 1 - Sexta-feira a noite
Viagem suave. Hostel suave.
"O quarto de vocês está sem água quente no banheiro."
Ok. Trocamos por um quarto de dois lugares com banheiro comum. Sem adicionais, sem problemas.
Mochilas no quarto e é hora de sair. Pub escolhido: "The King's Head". Animal! Gente feia, muito feia (incluindo a pessoa que vos digita), mas música muito boa. Muito mesmo. The Killers, U2, AC DC, Kings of Leon, Guns and Roses e por aí vai. Verdade que também rolou Lady GaGa e Beyonceé, mas faz parte. Foi animado!
Eu só gostaria de ter mais dinheiro e mais ferro no sangue.


The King's Head.


Dia 2 - Cliffs of Moher
Tour saindo às 10 da manhã. Viagem tranquila, porém enjoativa. Criei um problema com mini-ônibus.
Enfim. Os Cliffs são impressionantes. Gigantes e lindos e diferentes dos que a gente viu em Howth, por exemplo.
No meio do caminho de volta, uma paradinha numa caverna. Por 5 euros você vê estalactites e estalagmites. Poucas e feias, porque eram meio arredondadas. Fiquei com muito ódio de ser extorquida desse jeito para ver um troço que no Brasil é mais barato e mais bonito. Mas enfim. Business is business e absolutamente TUDO o que se tem para fazer ao redor de Galway é voltado para turistas, logo, é caro e absurdo (como pagar 1 euro para ver os Cliffs of Moher, que são formações naturais! Deosdoceo! Eu já paguei pra ir até lá!)


Cliffs of Moher.

Voltando dessa viagem, dormimos por cerca de 40 minutos, fiquei brigando com o zíper do meu casaco por mais uns 30 minutos e finalmente saímos para jantar o fish & chips recomenado pelo nosso host-father. Devo dizer: gordura trans é uma das coisas mais saborosa no mundo gastronômico.
Depois disso, tiramos fotinhos com o Oscar Wilde e o irmão dele, que estavam sentados num banquinho da rua principal, e voltamos para o hostel até dar o horário de sair.
Tentamos, pela segunda noite consecutiva, ir ao pub com música típica irlandesa que o Adam (professor da EF) tinha recomendado, mas o lugar estava absurdamente lotado e impossível. Acabamos entrando em outro pub, cujo nome eu nem lembro, mas cuja banda era muito boa (palavras do Alan! Como ele é músico, eu acredito...).

Dia 3 - Connemara
No domingo, tour para Connemara. Paisagens realmente lindas. Nada de cliffs dessa vez, e sim montanhas, com direito a ver as vacas e cavalos muito peludos que vivem no interior da Irlanda! Funny! Mas o tour é basicamente isso: bus, parada para tirar fotos, bus, parada para um cafezinho, bus, mais fotos, bus... Kylemore Abbey & Victorian Walled Garden!
Em Kylemore há um castelo, uma igreja e o famoso jardim vitoriano. A grosso modo: tudo isso foi contruído por Mitchell Henry, sendo que a igreja foi em homenagem à sua mulher, que morreu no Cairo, durante uma viagem, devido a uma epidemia. Viúvo, Henry não passou muito mais tempo em Connemara e tanto o castelo como o jardim ficaram aos cuidados de caseiros e criados. Depois de alguns anos e outros donos displicentes, tudo isso foi "cuidado" pela Comunidade Beneditina, que fez programas de restauração tanto do castelo quanto do jardim.
Com certeza o jardim é mais bonito fora do inverno, mas mesmo sem flores o lugar encanta. Provavelmente pela presença de montanhas por perto.
Anyways... voltando para Galway, pegamos o caminho de volta para Dublin num bus super rápido e sem banheiro. Três horas e meia de viagem e pessoas saindo correndo no ponto final em busca do banheiro mais próximo.
Na espera de uma hora e quarenta para o DART (sempre com horários flexíveis, quando você mais precisa), Cecis, Emilio e eu fomos até o The Church curtir uma Guiness para alimentar a pança de pint adquirida desde janeiro.

Fim de semana cheio de risadas, muitas fotos, muito chocolate e... muitas risadas, de novo. Pra fechar o domingo, ligação do Brasil do meu irmão mais velho preferido e stuff de janta.

Agora só mais alguns dias na Irlanda e ainda tem muito a ser feito, como contar as moedinhas e ver se consigo levar souvenires divertidos para tooooooooooodo mundo!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Malach Ide e Port Mearnóg

São os nomes em irlandês de Malahide e Portmarnock, duas villages próximas de Donabate, onde estamos morando aqui em Dublin.


Na verdade a gente só ia para Malahide, porque disseram que era "lovely" e tinha praia, mas o caminhozinho da praia vai até Portmarnock, que é bem perto, por sinal.



Malahide parece ser mais bonitinha que Donabate... maior... mas a praia é feia. Não gostamos.
No entanto, tem um castelo lá, cujo caminho para chegar na entrada é lindo! Muito lindo! O castelo em si também é bonito, mas não vimos por dentro porque nos recusamos a pagar mais de seis euros só para ver o lugar decorado como quando na época em que, de fato, era a casa de alguém.
Portmarnock tem casinhas bonitinhas, mas nem vimos direito o lugar porque o nosso destino era simplesmente a estação do DART.



Malahide's Castle.


No caminho para ver o Castelo de Malahide.



Manhã tranqüila, com caminhada longa. O coração agradece, a tendinite amaldiçoa e a pança não vai embora, porque a janta foi stew.


Amanhã no fim da tarde vamos para Galway, countryside aqui da Irlanda. No sábado aproveitamos para conhecer Connemara e, se tudo caminhar bem, ainda vamos ver os Cliffs of Moher. Domingo à noite retornamos e então só teremos mais cinco dias em Dublin. E precisamos ver o Phoenix Park, o castelo de Dublin e a maldita prisão dos infernos. Será que mataremos muitas aulas?


O tempo voa quando a gente se diverte...

Música ruim pode ser bom

Outro dia, o Charlie (nosso teacher que lembra o Sting mais novo) deu como tema de conversação "perguntas embaraçosas, difíceis de serem respondidas" como, por exemplo: quais seus turn ons, qual seu peso, se você já usou drogas, etc. Uma dessas perguntas era "Qual música realmente ruim você gosta?" Pois é. Embaraçoso. Depois dessa aula eu comecei a reparar nos quase 8GB de músicas que me acompanham em todo lugar e descobri que eu tenho várias músicas ruins no meu iPod e que, de fato, elas tem um motivo muito plausível para estarem lá: são músicas que desintoxicam meu pensamento, por assim dizer.


É. Você simplesmente ouve aquela coisa sem sentido algum, com uma batida relativamente animada e fica numa boa. Não pensa em nada, não aflora nenhum sentimento. Você simplesmente ouve.


Claro, existe um limite para ouvi-las uma em seguida da outra, mas então vem a melhor parte: quando você coloca uma música boa novamente, ela soa como se fosse ainda melhor do que realmente é, porque antes o seu padrão estava baixo.


Demais! Pequenas coisas assim conseguem até me deixar de bom-humor. Estou me tornando uma pessoa mais fácil de ser agradada. Que gracinha.

Por falar em música, a função "shuffle" pode ser assustadora de vez em quando, escolhendo somente músicas que combinam exatamente com o que você está pensando ou com seu estado de espírito. Medo!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dia errante

Começou errando a temperatura da água no banho e queimando meu indicador esquerdo.


Depois, pegamos o DART em horário adiantado (????!!!!!) e chegamos na escola muito antes do horário de abrir. Sim, estava chovendo e lá na calçada não tem toldo.
Em seguida, os computadores não estavam acessando a internet, sendo que era aula de ilab (vulgo, exercícios chatos no site da EF, vulgo, momento em que eu geralmente uso e abuso de e-mails, blog, FB, site aleatórios...).


Terminando a aula, erramos o caminho do ônibus para ir até a maldita prisão... terminando no sentido contrário ao nosso destino, depois de uma hora no primeiro banco do andar de cima (pelo menos a vista de lá é divertida!), tudo o que nos restou foi andar pelo local e conhecer um shoppingzinho TOSCO lá perto. O que me consola é que tinha uma livraria Eason muito boa na qual encontrei uns livros que meu tio pediu... e aproveitei para comprar um para mim também.


Para finalizar, pegamos o DART para vir embora para casa e... DE NOVO, erramos o sentido. Quase paramos em Bray.


Pelo menos conseguimos voltar ainda hoje, safe and sound.


Acho que o universo anda conspirando para que a gente não conheça a porcaria da prisão. Tomara que seja um lixo.


Ah, claro!!! No segundo banho do dia eu errei a temperatura da água de novo e queimei o côco. Palmas.


Para deixar o post mais feliz, fica uma foto da prainha de onde estamos morando aqui (Donabate). Fomos lá ontem pela manhã, aproveitando o sol prateado que resolveu aparecer!


Donabate's beach

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Giant's Causeway

Não é que a Tempestade deixou a gente aproveitar bem o dia de domingo no tour para o Giant's Causeway?



Nada mais justo, visto que no sábado andamos cerca de uma hora e meia debaixo de uma chuvinha chata para ir até a antiga prisão de Dublin (Kilmahain Jail) para descobrir que a visitação encerrava às 16:30h e não às 17h, como dizia no guia turístico. Sim, demos com os burros n'água. Literalmente. Enfim. Voltando ao dia de ontem...


Para poder fazer o aclamado tour, dormimos na casa do casal carioca com o qual fizemos amizade por aqui, visto que é impossível ir de Donabate para Dublin num domingo as seis da manhã via transporte público. (São Paulo rules!)


Sobre o casal... manja "Os Normais"? São eles! Muito chato ficar conversando na cozinha (na verdade, rindo muito, nem conversando) até meia-noite, viu!?


Depois de (não) dormir por 5 horas (obrigada, ansiedade! obrigada, frio!), pegamos o táxi até o local em que o "ônibus" do tour sairia. "Ônibus" = mini ônibus apertado. Propaganda enganosa, mas whatever...
O dia amanheceu um lixo, chovendo absurdos. Queimei a língua com um capuccino do Mc Donald's e fui torcendo para o tempo melhorar durante as três horas e muitos kilômetros de viagem até a Irlanda do Norte.


Depois de uma hora, fizemos uma parada num postinho para "tomar café". Inútil, pois minha língua já estava queimada. Mas vamos lá. A guia tinha uma voz irritante, ficava dando risadinhas e não calava a boca durante o caminho todo, então a paradinha até que foi boa para relaxar. Certamente eu deixei de prestar atenção em muitas coisas interessantes que ela disse... uma pena. 
Mas a vida é assim mesmo.


Antes de chegar ao Giant's Causeway fizemos uma parada na estrada por conta da belissima landscape. Coisa de 10 minutinhos.
Depois, fomos para "Carrick-a-rede-rope-bridge", onde vimos ainda mais landscapes lindas e pudemos atravessar a ponte de corda. Tranqüila, apesar do balanço natural da ponte conforme você anda sobre ela.
Foi nesse momento que a Halle desencanou de fazer chover. Foi nesse momento que comecei a ficar muito mais feliz com a viagem.


Finalmente, chegamos no Giant's Causeway! Só para deixar claro, trata-se de uma formação rochosa basáltica muito doida, no condado de Antrim, Irlanda do Norte. Parece que esculpiram inifitas pedras no formato de hexágonos e então assentaram uma ao lado da outra, em altura diferentes. Impressiona, de verdade... sem contar que o mar batendo no paredão de pedras eh incrível. Juro que passei uns bons minutos sentada num dos lugares mais altos de lá pensando na vida.


Acredita-se que a formação do Giant's Causeway advém do trabalho incessante dos primeiros arquitetos e engenheiros civis do mundo (sic). Também acredita-se que são resultado de uma erupção vulcânica.


Até chegou a sair um solzinho enquanto estávamos por lá. Não esquentou nada e nem saiu nas fotos, mas eu juro que vi! Lindo, lindo.


Giant's Causeway stones.

Giant's Causeway stones e a fúra do mar.




Na volta, passamos por Belfast, capital da Irlanda do Norte, mas foi bem inútil porque estávamos podres, tivemos pouquíssimo tempo e tudo estava fechado. Pelo menos deu para entrar numa loja da Disney no centro da cidade. Quase surtei com as canecas deles. Ainda bem que eu não tinha trocado meus euros por libras!
E fim. Chegamos em Dublin cerca de 20:20h... ficamos enrolando no Burger King até a hora do DART e pegamos o trem de volta para Donabate por volta de 22h... tudo isso debaixo de muita chuva... mas aí já não importava mais! =)


Durante a semana precisamos fazer alguma turistagem pendente, mas estamos sem planos e com sono. Então só vai rolar o tradicional pub com pint a dois euros, mesmo.


Nota: Você percebe que engordou muito e que está infeliz com isso quando o numero de fotos em que você aparece são cerca de 10% do total. Sad. Mais sad ainda é escrever isso pensando em qual doce comer depois do almoço...

Segundo forever alone na Irlanda

Dessa vez eu matei minha aula chata e useless para ficar curtindo uma internet aqui na escola e aconteceu como antes: nenhuma alma viva no Gtalk.
Muito depressing. Ainda mais com essa belezinha de tempo nublado/ventante.

Quando eu voltar pro Brasil vou querer muito sol no rosto. Haja bloquador solar para esse bronzeado das Filipinas.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Observações inúteis

Acho que vou começar a fumar para me sentir mais "in" por aqui... NOT! Mas sério, é impressionante como TODO MUNDO fuma. E olha que o maço de cigarro aqui custa em torno de 10 euros, segundo meu professor. Logo, "if you wanna quit smoking, Ireland is a good place to do so!"
Ainda bem que eu só sou gorda mesmo e um pacotão de cookies gostosos custam 61 cents. =) Ai, Tesco, sentirei sua falta no Brasil!

Todo esse smoking certamente contribui para todo mundo ser magrinho aqui. Além disso, as pessoas andam muito. E muito rápido. E trombando em você na rua. Tudo bem, são quinhentos "Sorry!" por segundo, o que evidencia mais educação do que em Londres, mas é bem chato. E irritante. Se as pessoas dessem meio passinho pro lado não teriam que de desculpar tanto. Mas tudo bem. Melhor esse aperto aqui do que em São Paulo. Ou não.

E os dentes dos americanos são mais bonitos! Yes! Aparentemente, porque aqui é muito, muito, muito caro colocar aparelho. Pelo menos isso. Se fosse todo mundo alto, magro, loiro, de olhos claros, com sotaque E sorriso bonito ia ser mancada.

E é isso aí. O Corinthians, no momento, está proporcionando muita felicidade para o meu irmão lá no Brasil. Queria deixar registrado um "Slainté" pra ele aqui.
Dida, pensa que, pelo menos, a Argentina não tem astronauta.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Please, mind the gap...

... and have your tickets ready for validation."


Dublin virou rotina. Já estou até decorando o nome em irlandês das estações que não me interessam. "Malaquidia" para "Malahide" nem conta.


Mas aí você tem aquela super reviravolta: o dia amanhece warm, você vai ao parque comer batatinha e curtir o sol no rosto, acredita que o fim de semana te reserva algo maravilhoso e... CHOVE E VENTA ABSURDOS a partir do momento em que você sai da aula e pisa na rua! Então você sequer consegue andar em linha reta porque o VENTO TE JOGA PARA OS LADOS. Seu cabelo é encaracolado e você desiste dele... e tem uma chuvinha esperta para acompanhar tudo isso.


Ah, claro... a chuva não é forte, mas o VENTO faz com que os pingos atinjam viagem a uma velocidade de, aproximadamente, 60 km/h. A longo prazo isso pode deixar seu rosto como se você tivesse profunda marcas de acne. Certeza.


Não contente, depois de papar a janta gostosinha e tomar um banho quentinho... a porcaria da toalha de banho super macia e cheirosa enrosca no seu lindo piercing no nariz com valor sentimental.


LOGO, você ficará ZUADA até voltar para o Brasil.


Pelo menos vou ver o Giant's Causeway no domingo. É bom que faça um dia lindo. Por favor, Halle Berry, deixar o sol brilhar.

Top 5 coisas das quais eu sinto falta aqui na Irlanda

1 - Trident Fresh mint todos os dias
2 - Coca Zero todos os dias
3 - Acesso a internet decente todos os segundos
4 - Nao ser obrigada a usar malditas meias-calcas por baixo do jeans todos os dias
5 - Teclado de computador configurado decentemente, com os devidos acentos portugueses


NOTA: obviamente, esse top 5 nao inclui pessoas e SOL, porque esses itens sao muito... obvios!;
eu me recuso a pagar pelos itens 1 e 2 aqui; post escrito na escola, sem os acentos e sem a minha paciencia de copiar/colar as letrinhas acentuadas uma por uma (sim, eu vivo fazendo isso para deixar o blog "bonito" e padronizado! obrigada, TOC!)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Tim-tim

Você sabe o que signifca "tim-tim"?
Pois é. Um simples brinde no Brasil pode significar uma coisa muito mais tensa no Japão. Não que você não possa desejar "tim-tim" quando brinda com alguém. Nem que você queira brindar com alguém e "tim-tim".
It depends.


Anyways... os dias que se passaram desde Londres não foram muito produtivos. O tempo ficou mais quente, mas não mais bonito. Aqui em Dublin ainda falta visitar a cadeia, St. Patrick's Cathedral, as praias de Malahide e Donabate e mais algum pub, só para dizer que eu tive motivo para engordar tanto nessa viagem... e é muito provável que não consigamos fazer nenhuma dessas coisas essa semana!!!
Obrigada, maravilhoso timetable de aulas!


Devo confessar que esses dias ando nostálgica, o que pode resultar em falta de posts úteis (não que algum deles já o tenha sido...) até que façamos nova viagem... muito provavelmente para Galway (o que inclui Connemara) ou para ver os Giant's Causeway.


O tempo passa muito rápido. Cadê o pause?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Barrada no baile

Não poderia deixar de contar sobre a minha saga terrorista no aeroporto de Londres, tentando voltar para Dublin...

Todo mundo sabe que para se levar líquidos na bagagem de mão você precisa colocar tudo em recipientes de 100mL e estes, por sua vez, devem estar dentro de um saquinho vedado, tipo Zip Loc. Ok. Vim para Dublin usando um determinado saquinho, fui para Londres usando o mesmo saquinho e, na volta...

"Sorry,lady, this bag is too big, it's too big. You have to buy the small one."

Olhei com uma cara de "Uhum, cadê a câmera?" para a nega simpática da fiscalização de bagagens mas ela simplesmente repetiu a frase. Eu, com toda a paciência que meus genes Genarísticos me deram, saí da fila e fui lá gastar uma libra na maquininha de saquinhos plásticos.

Obviamente, nesse tempo de 1 minuto a fila ficou gigante. Tudo bem. Agora eu tinha tudo enfiado num saquinho pequeno e, de quebra, tinha "ganhado" mais três saquinhos pequenos para enfiar muitas coisas dentro. Ou enfiá-los dentro de muitas coisas. Enfim.

Depois de esperar a fila, tiro casaco, botas, celular, iPod, relógio, saquinho plástico PEQUENO com líquidos/pasta dentro e coloco tudo na bandeja para passar pelo scan.
Quando eu passo pelo detector de metal, ganho três apitinhos saudosos.
Ok, fui revistada.

Em seguida, quando estou recolocando no lugar todos os itens anteriormente citados, a moça pega meu saquinho PEQUENO com líquidos/pasta dentro e diz: "We'll test your liquids, ok? Just testing your liquids."
"Ahm... Ok." (certeza que nessa hora eu levantei a sobrancelha direita involuntariamente)
Vou falar o que? "Não, me dá aqui de volta que agora eu vou enfiar tudo no saco plástico GRANDE de novo."
Enfim. Testaram (?) meus líquidos (???!!!!) e me devolveram o saquinho com um "Thank you, good travel" na super boa vontade inglesa de falar com as pessoas.

Mas não pára por aí.

Chegando na imigração de Dublin o bróder queria que eu mostrasse para ele a minha carteirinha da faculdade daqui. Gostaria de ter, mas nem na Unicamp eu consegui me formar ainda, filho.
Sorte que eu manjo muito de inglês (sic) e expliquei para ele rapidinho o que raios eu estava fazendo aqui...

Então me vem em mente o comentário muito astuto de minha fiel escudeira Cecília: "Nunca teve nenhum atentado terrorista feito por brasileiros. Aliás, foram matar o nego brasileiro justo em Londres. Que mancada! Acho uma puta mancada."

Pois é. Mancada.
Muito chato ter que tirar as botas no meio de todo mundo quando você está usando meias roxas.

London Calling

"Welcome to London! We hope you had a good travel... blablabla, Ryanair blablabla...yatta, yatta, yatta...  minus two degrees Celsius."

Sim, fui passar o fim de semana em Londres, com a minha fiel escudeira Cecis.
Ao ouvir as palavras acima num sotaque bizarro, meu pensamento foi apenas: "Minus two degre Celsius e eu com essa blusinha ridícula e esse casaco ridículo!"

A viagem em si foi tranqüila. O aviãozinho da Ryanair mais parecia o 332 indo da Unicamp para a rodoviária de Campinas, incluindo o balão da Medicina e o motorista que não conhece freio. Mas tá ótimo, de verdade. Foram apenas 12 eurinhos.

Chegando em London city pegamos o bus para Liverpool St., onde encontramos a Fernanda (filha de uma amiga da minha mãe) que gentilmente nos forneceu um teto para dormimos durante o fim de semana.
Imagine agora uma pessoa muito fofa e agradável. Essa é a Fernanda.
Assim que a encontramos fomos para o pub em que ela estava com alguns amigos. Aí eu te digo que os ingleses são mais loucos que os irlandeses. A balada tem música muito boa (pra quem gosta de balada, que fique claro), mas é absurdamente engraçado ver todo mundo dançando sem coordenação e muito bêbado. Todos. E todas. Divertido, eu admito!

Olha o naipe das pessoas na balada...

No sábado, logo de manhã, fomos ver o Big Ben e o London Eye. Sim, o Big Ben é animal... gigante, lindo e... lindo... e... muito lindo. Mesmo! O London Eye é impressionante, imponente... mas é uma roda gigante. Desculpa, mundo, mas eu achei que o monumento tão famoso é apenas uma roda gigante bem gigante. Lógico que estar lá em cima deve ser demais, mas isso fica para minha lua de mel, depois que eu voltar de Wicklow.

Feito isso, rumamos até a Horse Parade, naquele frio maravilhoso, com ventinho cortando meu lindo rosto redondo. Ok, guardinhas nos cavalos. Bonitinhos! E fim. Nem entramos no museu lá porque tinha que pagar. Mão de vaca mode: on!

O Big Ben!


Depois demos uma rápida passada na Oxford St., a "Avenida Paulista de Londres", pela quantidade de coisas (lojas) e pessoas transitando. Madness!
Direito a um capuccino para esquentar o coração.

E então veio o mais legal do dia: Notting Hill's market (sim, o Notting Hill do filme!)
Uma feirinha demais... só poderia ser mais legal se a gente tivesse dinheiro para gastar. Mas é muito bom, de verdade. Antigüidades, jóias, roupas, lembrancinhas bregas e MUITA COMIDA. E lá encontramos Ana e Vitão, o casal brasileiro-europeu mais legal dos últimos tempos. Passamos na livraria do filme, em que o Hugh Grant encontra a Julia Roberts, mas não vimos os próprios por lá. Pena.

De Notting Hill fomos para China Town, onde tivemos a super sorte de presenciar a utilização das tão famosas cabines telefonicas vermelhas como banheiro público. Oh, my!
Mas vale dizer que a China Town é muito fofa e parece um mundo à parte de Londres... tudo continua lotado, mas mais calmo e mais... chinês. (dã... Jura?)


London Eye e minha cara gorda e branca! :)


Não posso deixar de mencionar que, antes de ir para a China Town nós presenciamos uma manifestação estudantil na Oxford St. O pessoal estava muito bravo porque estão aumentando taxas/impostos dos colégios particulares. Ou algo do tipo. Enfim. Muitos policiais e até helicóptero. Super cena de filme, por assim dizer.

Chegamos em casa morrendo de cansaço e congeladas, fizemos o roteiro pro domingo e entramos num profundo coma de sono. Delicioso.

Domingo de manhã e... SOL! Fizemos o Queen's walk na beira do rio Tâmisa, vimos a London Bridge e fizemos um book de fotos dela, porque mereceu.
Nesse caminho topamos com infinitas pessoas fazendo cooper. Claro, como não? Naquele frio dos infernos, nada melhor do que correr para sentir o vento frio no rosto.
Famintas, procuramos um café que servisse o tradicional English breakfast completo. E foi aí que eu entendi porque tinha tanta gente se exercitando em pleno domingo de manhã congelante.

Totalmene isento de gordura trans: complete English brakfast!


Em seguida fomos "ver" a troca da guarda. Digo "ver" porque esse verbo sem as aspas apenas é possível dentro de duas circunstâncias: ficar no palácio desde as 5 da manhã ou ter 1,90m de altura.
Anyways, foi muito legal! O lugar é lindo, ver os guardinhas é muito divertido e enfim... eu adoro ser uma turista brega e fazer as coisas de turista brega. Pronto, falei.

Lá encontramos dois brazucas (pai e filho) e ficamos papeando uns bons minutos. Nossa raça é mesmo muito simpática!

Visão da troca da guarda pela minha câmera lá no alto, no máximo estiramento do meu braço.

Minha visão da Troca da Guarda. Sim, isso é na altura dos meus olhos. Oi, moço!


Depois disso fomos ver o Museu de História Natural e o Museu de Ciência.
Nota mental: nunca visitar dois museus no mesmo dia! Eu fico impaciente e meus joelhos ficam tristes e carentes.

Fora isso, foi legal. O de História Natural não é tanto my cup of tea, porque bichinhos empalhados podem ser meio monótonos (alguns assustadores) e eu não tenho muita paciência. Claro, ver uma ema gigante é legal, uma águia lindona é legal... mas um tucano com bico falso é bobeira. Enfim. O prédio é maravilhoso e os fósseis são impressionantes, mas eu admito que o Ross Geller ficaria muito mais feliz que eu.
De qualquer forma, recomendo a visita só pela visão do castelo. Demais mesmo!

O Museu de Ciência é MUITO LEGAL! Os engenheiros que o digam. Desde carros antigos e os primeiros motores construídos até satélites, aviões, navios... e muito mais! Tanto mais que nem conseguimos ver tudo. Eu acho.

Os dois têm entrada franca, então... foi lindo, nesse sentido!

Por fim, voltamos para casa da Fer fazendo um caminho maluco, de forma que passássemos em frente ao Globe Theatre (do Shakespeare) - só para dar uma olhadinha na fachada, afinal, já estava fechado e a gente não teria dinheiro e nem tempo para entrar mesmo - bem como fizemos com a St. Paul's Cathedral.

Chegando na casa da Fer, jantamos e dormimos até cerca de 22:30h. Arrumamos nossas coisas, pegamos o metrô e o buzão para o aeroporto, onde passamos a noite. E chegamos hoje cedinho, safe and sound, na gloriosa e muito mais alegre, Dublin!

Se eu tivesse que definir Londres em uma palavra, seria rush. Tudo acontece muito rápido por lá. De verdade! Mas é uma cidade linda!
Sim, as pessoas dão informações com má vontade, especialmente aquelas que trabalham nas ilhas de informações para turistas. Juro. Mas eu já estava psicologicamente preparada para isso.

Ademais, o sistema de metrô deles é incrível. APENAS 13 linhas. Palmas para o(s) engenheiro(s) de trânsito!
Seria perfeito se todas as 13 linhas funcionassem normalmente aos domingos, algo que não acontece e zoa todo o esquema dos turistas, que precisam fazer quatrocentas baldeações inesperadas. Mas tudo é muitíssimo bem sinalizado, então está perdoado.

E... ufa! Chega!
Agora preciso viajar para lá de novo para terminar de conhecer a cidade. ;)

Se alguém chegou a ler esse post todo até o fim, levanta a mão!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Patotão

Em Howth, a estradinha do filme "P.S.: Eu te amo".
Especialmente para nossos amigos campineiros. =)


Nós estamos com saudades!

Jameson

A Destilaria Jameson vale a pena se você considerar que se paga 11 euros (estudante) por um drink com o melhor whisky irlandês. E só.


Sinceramente, se você não é engenheiro de alimentos nem curioso que já leu qualquer artigo tosco sobre produção de bebidas alcoólicas, o passeio não acrescenta absolutamente nada, sem contar que a gente não vê fábrica nenhuma... só umas maquetinhas toscas.
Tudo bem, a produção não é mais em Dublin, mas poxa... deixa um maquinário lá só pra matar a curiosidade dos engenheiros.


Enfim. O dia foi isso. E lavamos nossas botas sujas de Howth com uma água quentinha (cerca de 2°C, certeza!) no quintal.

Conversas produtivas

Quando você tem que ficar na estação do DART esperando mais de uma hora para o próximo trem passar e ainda tem mais 40 minutos até chegar na sua casa, é muito provável que surja uma conversa extremamente produtiva, especialmente depois de algumas pints.
Pois bem. Um dia desses, eu e a Cecis tivemos uma dessas conversas que merece um breve post: turn ons Hollywoodianos.
A lista se resume em: tererê, saia e sandalinha de Jesus, roupa colada, cabelo sujo, dentes zuados, sotaque britânico e cabelo com entradas. O principal e mais importante de tudo: ser wild. Impolite.
Pode parecer muito estranho, mas mulheres com bom gosto entenderão. Ou não. Whatever.

De todo jeito, como diria minha sábia amiga Nati, "fica a dica".
O que importa é que rendeu muitas risadas. Até entendi porque homem tem esse tipo de conversa sempre.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

The Book of Kells

Ontem fomos ver o famoso Book of Kells, na Trinity University.
Basicamente e a grosso modo: o Book of Kells é uma bíblia irlandesa, que data de muitas centenas de anos e foi escrita em latim. Esse manuscrito contém os 4 evangélios do Novo Testamento e nunca foi terminado.

O documento sagrado veio para Dublin para ser guardada na Trinity University no ano de 1.654 por motivos de segurança.

Para ver a belezinha (aberta em páginas que mudam somente bimestralmente) você paga 8 euros (se for estudante) e tem direito a ler sobre a história do manuscrito, como eles eram feitos na época (o papel de pergaminho e as tintas, que eram basicamente uma mistura de minérios coloridos) e até sobre o significado de alguns símbolos que ilustram o documento (por exemplo: cobras simbolizam a ressurreição de Cristo, por ser um animal que troca de pele e "renasce", enquanto o pavão simboliza a imortalidade d'Ele por se acreditar, naquela época, que a carne desse animal não entrava em putrefação depois que ele morresse).

Enfim. Muito bonito e muito legal, de verdade.

Retrato de João, no Book of Kells.
Depois da parte do BfK (que não é tão grande, não), você tem direito a dar uma olhadinha na biblioteca gigantesca da Universidade.
Atualmente, um programa de restauração dos livros estaá em andamento. Os europeus ricos deixaram até notas de 50 euros na caixinha.
Eu não deixei nada. Desculpa, Irlanda.
Além de poder observar o quão gigante é o local, ficam expostos alguns documentos sobre a revolta irlandesa de 1.916.
Como decoração, pode-se ver o busto de alguns grandes pensadores, como Newton, Sócrates, Locke e mais uma galerinha.

Easter Proclamation.

Infelizmente, é proibido tirar fotos lá dentro e meu espírito de porco brasileiro foi deixada de lado.
Sequer tentei tirar uma foto escondida! (olha que gracinha de menina, muito bem educada!)

Apenas gostaria de ter um cérebro mais avançado nesse meu cabeção. Li muita coisa interessante mas não me lembro tão bem de tudo.
Que tristeza, Carolina. Imagina com 50 anos... o que será de mim?

Cheers!