segunda-feira, 28 de março de 2011

Mesmo que Mude

(Bidê ou Balde)

Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão

Mas espera que ele ligue a qualquer hora

Só pra conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone

Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou


É assim que funciona, não?!

sábado, 19 de março de 2011

O Poder Tiozificador

Sabe quando você sente que mudou uma pessoa para pior? Que a deixou mais desanimada? Mais inibida?
Não?
Ah, pois eu sinto isso e já senti outras vezes. A impressão de que tiozifiquei algumas pessoas na minha vida. Aquelas com as quais eu me relacionei mais profunda e intimamente.
Triste, né?!
Não, nem isso. Acho que é mais revoltante do que triste. Sentir que a sua presença não permitia a "curtição", que você empacava a parte legal de sair com os amigos e dar risada.

Mas enfim. Acontece.
Fica a dica: cuidado comigo, porque eu posso te transformar em alguém que vai achar supimpa usar um Rider antigão.

Uma graça.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Back to the Banana's Land

Voltar não foi fácil, mas não poderia ser diferente.
É, depois de Paris ainda dormimos no aeroporto de Dublin, pegamos nossas malas na casa da Sandra (que nos recebeu muito bem, claro!) e curtimos 14 horas de vôo com conexão em Madrid.

Ah, Madrid! Sim, nós ficamos 5 horas por lá em nossa conexão e... demos uma voltinha pela cidade, com certeza! Não deu pra ter impressão quase que nenhuma de lá, mas o palácio real é muito bonito, de verdade! E eu não entendi o que raios é a Puerta del Sol... mas eu vi. E tiramos fotos, ainda por cima.

Anyways... podemos dizer que tudo foi aproveitado até o último instante. Até a compra no Free Shop do Brasil, desesperadas para gastar todos os centavos de Euro e não perder nenhum dinheiro em conversões, foi divertida!

E agora eu posso dizer que sou uma pessoa "viajada" (sem trocadalhos).
Não, eu não voltei mais culta, mais esperta, mais inteligente, mais cool. Muito menos mais bonita.
Não tive uma super transformação como a Alanis na Índia, mas sou grata à Europa por ter me ensinado a usar um mapa, a falar com estranhos, a olhar os dois lados da rua antes de atravessar e a sorrir mesmo quando o corpo dói e você não sabe que caminho seguir.
Sou grata por ter entendido que passar frio é realmente um tormento e eu nem senti tanto frio assim.
Sou grata porque lá eu entendi que o Brasil não é o melhor, mas não é o pior e que, pelo tamanho dele, poderia ser muito mais caótico.

Eu aprendi a sair da bolha. A me expressar e entender as expressões dos outros.

Aprendi que meu problemões são probleminhas, mas são meus, e isso é o que importa. Aprendi que só gostar às vezes não é o suficiente.
Aprendi que eu ainda sei ser sociável e sei me relacionar com pessoas ("dom" que eu pensei ter perdido ao longo dos anos convivendo com as mesmas pessoas...).

Aprendi que uma grande amizade é foda e que a saudade, em falta ou excesso, diz muita coisa.

Eu aprendi que no fundo é todo mundo igual mesmo e que, pra se ter empatia com alguém, basta ter uma coisa mínima em comum e um grande sorriso no rosto.

Au Revoir!

No sábado o dia amanheceu péssimo, com muita chuva. Mas não tem como perder, não é mesmo?
Depois do petit déjeuner nós fomos até a Basílica de Sacré Coeur (sim, onde foi gravado Amélie!). Muito bonita, e o lugar onde ela fica é muito bonito também. Depois de lá fomos até o ponto onde deveríamos pegar o ônibus de volta para o aeroporto para comprar nossas passagens e evitar correrias de última hora.

Ensopadas, ainda insistimos nos passeios e fomos até o cemitério da cidade dar um salve ao Jim Morrison, Oscar Wilde e Chopin. Nesse momento o clima até melhororu e parou de chover. Acho que o foi o Jim retribuindo a visita.

Depois fomos até um parque (cujo nome eu, sinceramente, não me lembro) todo fake, mas muito bonito mesmo assim. Em seguida paramos para um cafezinho (mentira, a gente só comeu!) num dos cafés próximos ao hostel, onde resgatamos nossas mochilas mais tarde e seguimos para o aeroporto.

E acabou. Muito rápido. Escrevendo isso aqui eu percebo o quão rápido foi e me dá uma tristeza só de pensar que parece que não me lembro tão bem de tudo o que vi.

Paris

Chegando em Paris pegamos um buzão até o centro da cidade e de lá fomos para o hostel by táxi. Nesse meio tempo rolou de tentar pegar o metrô, mas além de não fazer idéia de onde raios deveríamos descer para ir até o hostel, a porcaria da máquina de tickets quebrou, a mocinha não conseguia consertar, já era 23:30h e o metrô funcionava até 00:15h... logo...

O hostel é bonitinho e tinha internet (LENTA!) relativamente barata, o que permitiu um grito de vida para o Brasil, acalentando os corações das mães preocupadas.

Na sexta-feira já acordamos com um café da manhã show de bola... croissants sensacionais! Comemos (muito) e saímos em busca do primeiro monumento: La Tour Eiffel.

Podem dizer o que for: que é um símbolo fálico, que os franceses são frescos, que a torre é inútil, blablabla... ela é linda. E a vista lá de cima é sensacional. E eu poderia ficar ainda mais tempo passeando por lá se as filas para o elevador não fossem tão irritantes!!!

Da Torre fomos para o Arco do Triunfo. É enorme. Não, não do jeito que parece quando se lê... é ENORME! E muito bonito, claro.
De lá, descemos a Champs Élysees, chegamos no La Concorde, vimos o Louvre (só por fora dessa vez) e decidimos ver a Notre Dame logo. Como nosso padrão de catedral estava bem alto... bom, não. O padrão do Vaticano não interferiu em nada, porque a Notre Dame é extremamente diferente e os arcos góticos são inexplicáveis.
Exautas, porém perseverantes, aproveitamos que o Louvre fica aberto até mais tarde às sextas-feiras e voltamos pra lá. Sim, eu vi a Monalisa! Muito feia! Mas eu vi! E a Vênus de Milo e mais um monte de estátuas e quadros lindos, mas isso deve ter totalizado cerca de 3% do museu. Basicamente, pegamos o mapa do Louvre e vimos as obras indicadas, por serem mais fáceis de achar e por serem, obviamente, as que mais interessavam turisticamente falando.

Acho que nesse dia a gente andou uns 20 Km. Se não mais. Eu já nem sabia qual parte das minhas pernas tinha originado a dor que eu estava sentindo. Mas não importava. Eu estava em Paris e eu tinha comido crepe de Nuttela. Com banana (para evitar a cãimbra, lógico!).

Depois do rolezinho culto, caminhas pela Champs Élysees novamente, pra ter o prazer de ver tudo iluminado e mais bonito. Em seguida vimos La Tour novamente, que estava ainda melhor, toda iluminada, deixando o Champs de Mars mais bonito.

Ainda fomos até o Moulin Rouge e comemos creme "brulê". Divino. Fantastique. E nem tem chocolate. Incrível, não!?

Finalmente, voltamos ao hostel. Tentei falar com a minha mãe pelo telefone de lá mas as moedinhas foram engolidas sem validar os créditos, o que me deu cerca de um minuto para dizer "Oi, tudo bem? Eu estou bem!". Mas vale a intenção, certo?!

Vaticano

É, mesmo depois de tanto tempo eu ainda não desisti de contar sobre a viagem rápida pela Europa, embora eu tenha tido vontade de escrever sobre muitas coisas que não têm nada a ver com viagem, muito menos Europa.

O segundo dia de Roma foi todo Vaticano. Sinceramente? Não tem como explicar, as fotos não mostram exatamente o que se vê e, se alguém perguntar como é, simplesmente vai ter de ir até lá pra tirar as próprias conclusões. A Basílica de São Pedro é absurdamente grande e linda e indescritível. Os objetos do Vaticano lá dentro são absurdamente luxuosos e ostensivos (não era pra ser pecado?) e eu nunca vi tanto ouro e pedras preciosas na minha frente como lá. O Museu do Vaticano é gigantesco e a Capela Sistina é... linda. Muito linda. Mas "A Criação" acaba sendo só mais uma estrela no céu. Não que não seja demais, mas é mais uma. Ali no meio, quase escondida, bem tímida. Mais uma dentre tantas coisas maravilhosas que se vê na Capela e no caminho até ela.

Uma pena que tivemos pouco tempo (não, quase um dia não é o suficiente pra curtir o Vaticano!) para ver tanta coisa. Ainda bem que pudemos curtir um spaghetti sensacional antes de ir para o aeroporto.
E finito. Itália é sensacional e eu quero voltar. Eu preciso voltar. =)

Pegamos o vôo para Paris no fim do dia e chegamos na Cidade Luz em torno de 22h. Cansadas, em um hostel próximo à Sacre-Creour e absurdamente feliz. Ah, sim... e cansadas! Bem cansadas!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Roma!

Benvenuti a Roma!

Sendo bem sincera, Roma começou meio mal... chegamos lá à noite e, logo no primeiro trem que precisávamos pegar para chegar até um lugar mais próximo ao hotel, encontramos um grande problema: a venda de tickets só estava acontecendo através das máquinas, que não aceitavam cash e, por sua vez, não estavam lendo cartões de crédito nem de débito.
Beleza. Depois de infinitas tentativas em vão, viajamos na ilegalidade mesmo, com mais um bando de pessoas que tinha chegado àquela hora e se encontrava na mesma situação. Sem pudores, sem fiscais. Tudo certo.

Depois dessa viagem econômica de trem, pegamos um táxi até o hotel, que por sinal era muito bom.

Fizemos nosso roteiro da seguinte maneira: primeiro dia, Coliseu e afins e, segundo dia, Vaticano. Pois bem. Acordamos cedo e logo fomos em busca de uma lan house, a fim de realizar nossa alteração de matrícula na maravilhosa DAC, sistema da maravilhosa Unicamp. Mesmo sabendo que o prazo era até o dia anterior, a gente ainda resolveu tentar e ver se, por acaso, não dávamos "sorte de ter anotado o dia errado". Ah, claro... em Veneza bem tentamos encontrar internet, mas foi impo$$ível e depositamos nossa fé no aeroporto de lá... este, por sua vez, parecia a rodoviária de Leme e não tinha NADA do tipo lan house. Logo... a gente tinha que tentar em Roma mesmo. Além do mais, eu precisava dar sinal de vida para a família brasileira.

Andanças à parte, pegamos informação com um senhor italiano muito gente boa numa padaria e encontramos uma lan nojenta, de uns indianos nojentos e limitados.
Percebemos que teríamos sérios problemas com a matrícula perdida mas pelo menos demos um "olá" para mamãe, papai e pessoas que utilizam Facebook...

Depois, metrô. "Vamos descer na estação "Colosseo" porque com certeza é muito perto do Coliseu. Olha aqui no mapa. Super perto!".
É, bem perto. QUASE DENTRO DA ARENA! Juro que levei um susto ao sair do metrô e dar de cara com o Coliseu do outro lado da rua. A fila eterna valeu a pena, com toda a certeza, mas infelizmente não é possível descrever o Coliseu. É algo que deve ser visitado. Gigante, desmoronado e lindo. Bem lindo.

A próxima parada foi o Foro Romano, principal centro comercial de Roma Imperial. É demais, sério mesmo, mas não se deixe enganar pela fila enorme para ver a casa de Augusto. Não vale a pena quase morrer de inanição para uma visita pequena e boba como aquela. Sim, eu sou inculta e achei aquilo superestimado!

Anyways... em seguida, presenciamos um guardinha correndo atrás de vendedores ambulantes em frente ao Coliseu. Uma coisa meio "arrastão na 25 de março". Foi aí que eu pensei que Roma se parecia mesmo com São Paulo...

Comemos uma pizza em frente ao Coliseu (mesmo sabendo que não era um lugar típico muito menos uma pizza típica italiana) porque estávamos morrendo de fome e não fazíamos idéia de onde almoçar na região. Aqui é o momento de registrar as sábias palavras de Cecília: "O que importa a comida? Pelo menos você tá comendo porcaria mas tá vendo o Coliseu. O Coliseu, mano!"

Depois disso, fomos até a Fontana de Trevi. Esse trajeto todo teve gelatto, risadas, homens italianos falando com mão de coxinha, momentos perdidos mesmo com o mapa da cidade em mãos...
... e, chegando na Fontana de Trevi, eu não queria mais sair de lá. Porque é maravilhoso. Roma estava cada vez mandando melhor, porque cada coisa que víamos era linda e mais linda e mais linda. Fizemos um pedido cada uma, jogamos a moedinha por cima do ombro, de costas para a fonte e estamos esperando tudo se realizar.
Antes de ir embora para o hotel, visitamos a Piazza del Popolo, que parecia enorme e linda no mapa mas que foi tosca e... EM REFORMA. Sim, o inverno é onde tudo acontece na Europa. Dublin tinha mil obras, o Big Ben estava em obras lá em Londres, a basílica de São Marco estava em reforma em Veneza e... bom, Roma não poderia ser diferente.

Antes de ir para o hotel, curtimos mais uma internet na lan house suja e ainda passamos no mercado para comprar o jantar de baguete e salaminho. And than I just slept like a log...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Venezia

Chegamos em Veneza na segunda-feira (21) à noite. Não precisamos apresentar passaporte no aeroporto nem nada. Ou seja, você chega chegando lá na Itália, não importa o motivo pelo qual está lá e por quanto tempo ficará lá... fica a dica!

Pegamos um ônibus do pseudo-aeroporto até o terminal, onde adquirimos um mapa da cidade e pegamos o water bus para andar pelo rio até o local mais próximo ao hotel. Chegando no dito cujo, a surpresa... o hotel era todo lindo e todo... para casais apaixonados. Tudo romântico (erótico?), inclusive o box do chuveiro transparente e sem porta nem cortina de acesso, ou seja, da cama você enxergava o box. Medo!
Certeza que o recepcionista achou que eu e a Cecília éramos um casal gay. Enfim. A situação do quarto gerou belos 10 minutos de risadas e depois de deixar as mochilas fomos dar uma voltinha por Venezia.

Assim que chegamos, antes de encontrar o hotel, haviam ainda muitas barraquinhas na rua, muitas luzes e muita gente andando por lá. Quando saímos do hotel as barraquinhas já haviam desaparecido, mas ainda tinha muita gente nas ruas e, especialmente, nos restaurantes.
Vale dizer que as máscaras de Veneza são maravilhosas. Sensacionais. E eu só não comprei uma porque não caberia na minha mochila. Ossos do ofício.

Veneza é toda becos e ruelas, o que dá um ar spooky pra cidade, mas que é muito charmoso e divertido.

Bella Venezia!

Exaustas, demos uma volta pequena e já retornamos ao hotel para tomar banho (uma ficava de castigo, virada pro canto, enquanto a outra utilizava o chuveiro sexy) e dormir.
Na terça de manhã, o café-da-manhã do hotel era demais. Viva a Nuttela, viva o capuccino!
Com a barriga cheia, fomos em busca da Piazza de San Marco para visitar a Basílica, que é linda. Muito linda. E enorme! Esse conceito de "enorme"  mudou depois de conhecermos o Vaticano, mas isso só aconteceu nos dias posteriores. Até então, a Basílica de San Marco era a maior que eu já tinha visto.
Palazzo Ducalle, Piazza... almoço e gelatto! Depois andamos muito pela cidade, paramos em muitas lojinhas, nos perdemos em muitos becos. No fim do dia, resgatamos as mochilas no hotel romântico e fomos para o aeroporto, rumo à Roma! No caminho, encontramos adoráveis pracinhas e fizemos uma parada num mercadinho, pra explorar preços e variedades de comida. Afinal, somos engenheiras de aliementos... Ah-há.

Basílica de San Marco e Palazzo Ducale.


Veneza é encantadora. Claro, não faz sentido passar uma semana lá para conhecer a cidade porque é possível se ver muito dela em apenas um dia, mas eu voltaria lá com muito prazer.
Analisando criticamente, é um lugar velho, sujo e o rio cheira mal... mas é extremamente diferente de tudo o que vemos por aí (e por aqui) e é encantador. A atmosfera é feliz, as pessoas são felizes, a comida é boa. É agradável. A Itália começou mandando muito bem nas primeiras impressões pra mim. Em um dia eu já queria ficar mais tempo na terra dos Genaro e Arduini...


Na beira do rio...

Dia 2 em Francoforte do Meno

Post totalmente fora de época, escrito diretamente do Brasil, mas eu simplesmente não posso deixar de registrar aqui o que aconteceu nessa uma semana de viagem pela Europa, simplesmente porque não quero "perder" na memória nada do que aconteceu (e também porque eu sou nerd e super acho legal escrever em blog...).

O primeiro dia em Frankfurt terminou da seguinte forma: um rolê absurdo pela cidade em busca de um bar ou pub ou algo do gênero, que resultou em nothing found... e no fim acabamos comendo a promoção do Burger King quando já era uma e tantas da manhã...
Puxa vida, você está na Alemanha e vai jantar no Burger King?
Sim! Era o único local aberto, com um preço pra lá de acessível que certamente iria saciar a fome. Ademais, o serviço é rápido, tem lugar para sentar, é quentinho e ainda tem banheiro. Isso explica o sucesso dos fast-foods... eles são extremamente eficientes e convenientes. E eu só me dei contar disso em FRA.

Voltando ao hotel tivemos o prazer de degustar um vinho branco trazido diretamente de Desdenheim pelo Thomas. Chato e ruim. Se eu pudesse trazia umas 10 garrafas para o Brasil.

O dia dois começou com um café da manhã sensacional: pretzel, croissant de chocolate e capuccino. Tudo isso numa padaria muito deliciosa, com atendimento bom e por um preço igualmente bom!

Em seguida, fomos à pracinha, vimos a igreja e a prefeitura e depois fomos ao museu do Goethe. Almoçamos salsichão e vagamos mais um pouco sem rumo, visto que a cidade não é muito turística. Visitar FRA é como visitar São Paulo. 

Fomos até a Main Tower, que tem uma linda vista panorâmica da cidade (linda, apesar do fog!!!) e ainda vimos a Ópera, que é muito bonita por fora mas que, infelizmente, não pudemos ver por dentro.

Panorâmica da Main Tower!


Depois o dia se resumiu em frio e despedida dos meninos, mas não sem antes comer berliner com o Pedro (um doce que é como se fosse um sonho, mas sem o creme branco melequento) e tomar uma cerveja deliciosa com o Thomas.

Na segunda-feira pela manhã saí sozinha pela cidade em busca de algum souvenir. A Cecília ficou no hotel porque não passou muito bem durante a noite e preferiu fazer o late check-out. Minha andada foi meio inútil, mas foi gostoso... ver a cidade, conversar com algumas pessoas e tomar café acompanhado de pretzel olhando a rua.

Na hora do almoço, rumamos para o aeroporto e, chegando lá, nosso vôo não estava no board. Perguntamos para a moça do balcão de informações onde seria nosso embarque (afinal, o MAIOR AEROPORTO DA EUROPA tem quinhentos terminais e provavelmente estávamos no terminal errado...) mas então descobrimos: FRA tem outro aeroporto, que se encontra a 115 Km do principal. O ônibus de um a outro demora cerca de uma hora e meia e o próximo sairia dali 35 minutos, devido ao horário de inverno. Como tínhamos exatamente duas horas até que nosso portão de embarque fechasse... bem, não daria tempo. O táxi sairia por 170 euros e... não tínhamos opção, porque o atraso para chegar em Veneza prejudicaria a viagem para Roma, sem contar que o próximo vôo para Veneza certamente seria dez vezes o preço que pagamos, logo... ficaria mais ou menos a mesma coisa do que gastar com o táxi!
Conversamos com um taxista gente boa que fechou a corrida por 150 euros para nós e curtimos uma viagenzinha a 180 Km/h até o aeroporto correto.

Burradas à parte, foi bom para que ficássemos atentas com desembarques e embarques para os outros aeroportos em Veneza, Roma e Paris. E assim fomos embora de Francoforte do Meno, uma cidade extremamente arrumada, moderna e pouco turística, mas que proporcionou um encontro sensacional entre quatro amigos e deu um gostinho de falar que eu senti o vento absurdamente frio da Alemanha no meu rosto sardento.

Shinny happy people.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Frankfurt

Hey, ho!
Saímos de Dublin às 7h e 10h e pouco chegamos no PEQUENO aeroporto de Frankfurt. Felizmente já fomos recepcionadas pelo nosso amigo Thomas, ou seja, já começamos a viagem despreocupadas em entender alemão e tentar decifrar as placas do aeroporto.

Algumas escadas rolantes e um trem depois do encontro do melhor time de Refrigeração de todos os tempos, chegamos na estação principal e encontramos o Pedro! Aí, sim... dois homens falando alemão e duas brasileiras falando português. Tudo certo. Até curti uma Coca Zero em embalagem retornável para comemorar.

Primeira impressão da cidade: arquitetura muito moderna e diferente, ligeiramente mais limpa que Dublin, pessoas muito simpáticas e muito fog... mas um frio suportável, embora intenso.

Peregrinamos por cerca de uma hora e meia e finalmente paramos para comer um düner, vulgo, kebab. Vulgo, "churrasquinho grego no estilo alemão". BOM, HEIN?!

Depois andamos mais um tempo sem rumo e, convencidos pela falta de rumo e pela enxaqueca da Cecília, chegamos ao hotel via táxi. Durante o check-in descobrimos que estava impossível de chegar ao hotel seguindo o mapa que compramos porque estão fazendo um túnel e novas ruas pela região e os mapas do centro turístico estão desatualizados. Ah-há.

Com o mapa atualizado em mãos, marcamos o roteiro de amanhã e vamos curtir uma janta esperta. Certamente gorda. Mas isso não pode vir ao caso até que eu volte para o Brasil. Já sei que meu Carnaval vai ser um inferno brigando com biquínis e o espelho, mas me ensinaram que, quando você está viajando abroad, é necessário relevar algumas coisas, como sua beleza física.

No mais, meu celular quebrou de vez. Agora o "touch" da tela não funciona, logo, não consigo ligar, receber ligações, ler mensagens nem escrever mensagens. Uma belezinha. Ainda bem que amanhã é domingo e não vai ter nenhuma loja aberta para que eu compre um celular por 10 euros.