Benvenuti a Roma!
Sendo bem sincera, Roma começou meio mal... chegamos lá à noite e, logo no primeiro trem que precisávamos pegar para chegar até um lugar mais próximo ao hotel, encontramos um grande problema: a venda de tickets só estava acontecendo através das máquinas, que não aceitavam cash e, por sua vez, não estavam lendo cartões de crédito nem de débito.
Beleza. Depois de infinitas tentativas em vão, viajamos na ilegalidade mesmo, com mais um bando de pessoas que tinha chegado àquela hora e se encontrava na mesma situação. Sem pudores, sem fiscais. Tudo certo.
Depois dessa viagem econômica de trem, pegamos um táxi até o hotel, que por sinal era muito bom.
Fizemos nosso roteiro da seguinte maneira: primeiro dia, Coliseu e afins e, segundo dia, Vaticano. Pois bem. Acordamos cedo e logo fomos em busca de uma lan house, a fim de realizar nossa alteração de matrícula na maravilhosa DAC, sistema da maravilhosa Unicamp. Mesmo sabendo que o prazo era até o dia anterior, a gente ainda resolveu tentar e ver se, por acaso, não dávamos "sorte de ter anotado o dia errado". Ah, claro... em Veneza bem tentamos encontrar internet, mas foi impo$$ível e depositamos nossa fé no aeroporto de lá... este, por sua vez, parecia a rodoviária de Leme e não tinha NADA do tipo lan house. Logo... a gente tinha que tentar em Roma mesmo. Além do mais, eu precisava dar sinal de vida para a família brasileira.
Andanças à parte, pegamos informação com um senhor italiano muito gente boa numa padaria e encontramos uma lan nojenta, de uns indianos nojentos e limitados.
Percebemos que teríamos sérios problemas com a matrícula perdida mas pelo menos demos um "olá" para mamãe, papai e pessoas que utilizam Facebook...
Depois, metrô. "Vamos descer na estação "Colosseo" porque com certeza é muito perto do Coliseu. Olha aqui no mapa. Super perto!".
É, bem perto. QUASE DENTRO DA ARENA! Juro que levei um susto ao sair do metrô e dar de cara com o Coliseu do outro lado da rua. A fila eterna valeu a pena, com toda a certeza, mas infelizmente não é possível descrever o Coliseu. É algo que deve ser visitado. Gigante, desmoronado e lindo. Bem lindo.
A próxima parada foi o Foro Romano, principal centro comercial de Roma Imperial. É demais, sério mesmo, mas não se deixe enganar pela fila enorme para ver a casa de Augusto. Não vale a pena quase morrer de inanição para uma visita pequena e boba como aquela. Sim, eu sou inculta e achei aquilo superestimado!
Anyways... em seguida, presenciamos um guardinha correndo atrás de vendedores ambulantes em frente ao Coliseu. Uma coisa meio "arrastão na 25 de março". Foi aí que eu pensei que Roma se parecia mesmo com São Paulo...
Comemos uma pizza em frente ao Coliseu (mesmo sabendo que não era um lugar típico muito menos uma pizza típica italiana) porque estávamos morrendo de fome e não fazíamos idéia de onde almoçar na região. Aqui é o momento de registrar as sábias palavras de Cecília: "O que importa a comida? Pelo menos você tá comendo porcaria mas tá vendo o Coliseu. O Coliseu, mano!"
Depois disso, fomos até a Fontana de Trevi. Esse trajeto todo teve gelatto, risadas, homens italianos falando com mão de coxinha, momentos perdidos mesmo com o mapa da cidade em mãos...
... e, chegando na Fontana de Trevi, eu não queria mais sair de lá. Porque é maravilhoso. Roma estava cada vez mandando melhor, porque cada coisa que víamos era linda e mais linda e mais linda. Fizemos um pedido cada uma, jogamos a moedinha por cima do ombro, de costas para a fonte e estamos esperando tudo se realizar.
Antes de ir embora para o hotel, visitamos a Piazza del Popolo, que parecia enorme e linda no mapa mas que foi tosca e... EM REFORMA. Sim, o inverno é onde tudo acontece na Europa. Dublin tinha mil obras, o Big Ben estava em obras lá em Londres, a basílica de São Marco estava em reforma em Veneza e... bom, Roma não poderia ser diferente.
Antes de ir para o hotel, curtimos mais uma internet na lan house suja e ainda passamos no mercado para comprar o jantar de baguete e salaminho. And than I just slept like a log...