quarta-feira, 16 de março de 2011

Back to the Banana's Land

Voltar não foi fácil, mas não poderia ser diferente.
É, depois de Paris ainda dormimos no aeroporto de Dublin, pegamos nossas malas na casa da Sandra (que nos recebeu muito bem, claro!) e curtimos 14 horas de vôo com conexão em Madrid.

Ah, Madrid! Sim, nós ficamos 5 horas por lá em nossa conexão e... demos uma voltinha pela cidade, com certeza! Não deu pra ter impressão quase que nenhuma de lá, mas o palácio real é muito bonito, de verdade! E eu não entendi o que raios é a Puerta del Sol... mas eu vi. E tiramos fotos, ainda por cima.

Anyways... podemos dizer que tudo foi aproveitado até o último instante. Até a compra no Free Shop do Brasil, desesperadas para gastar todos os centavos de Euro e não perder nenhum dinheiro em conversões, foi divertida!

E agora eu posso dizer que sou uma pessoa "viajada" (sem trocadalhos).
Não, eu não voltei mais culta, mais esperta, mais inteligente, mais cool. Muito menos mais bonita.
Não tive uma super transformação como a Alanis na Índia, mas sou grata à Europa por ter me ensinado a usar um mapa, a falar com estranhos, a olhar os dois lados da rua antes de atravessar e a sorrir mesmo quando o corpo dói e você não sabe que caminho seguir.
Sou grata por ter entendido que passar frio é realmente um tormento e eu nem senti tanto frio assim.
Sou grata porque lá eu entendi que o Brasil não é o melhor, mas não é o pior e que, pelo tamanho dele, poderia ser muito mais caótico.

Eu aprendi a sair da bolha. A me expressar e entender as expressões dos outros.

Aprendi que meu problemões são probleminhas, mas são meus, e isso é o que importa. Aprendi que só gostar às vezes não é o suficiente.
Aprendi que eu ainda sei ser sociável e sei me relacionar com pessoas ("dom" que eu pensei ter perdido ao longo dos anos convivendo com as mesmas pessoas...).

Aprendi que uma grande amizade é foda e que a saudade, em falta ou excesso, diz muita coisa.

Eu aprendi que no fundo é todo mundo igual mesmo e que, pra se ter empatia com alguém, basta ter uma coisa mínima em comum e um grande sorriso no rosto.

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